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Kim Jong-un é louco?

Kim Jong-un, o líder e ditador da Coreia do Norte é mesmo louco? Pode não parecer, mas ele não só não é louco, como possui uma estratégia racional e bem definida. Além disso, quando você diz que o mesmo é louco, está fazendo exatamente o que ele quer. Vejamos a razão.

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Kim Jong-un não é mais louco que você ou eu. Bem longe disso, pois o mesmo possui uma estratégia racional e bem definida, a qual vem seguindo religiosamente. E com racional, não estou dizendo que é a melhor estratégia possível, mas sim que esta é coerente, possui um propósito e tem dado resultados.

A estratégia da “Guerra Permanente”

Nos anos 1990, com o fim da URSS e de sua ajuda econômica, aliado a problemas na agricultura, a Coreia do Norte sofreu uma grave crise alimentar que estima-se ter feito entre 240 mil e 3,5 milhões de vítimas. De forma conjunta, também sofreu uma crise energética. O regime parecia prestes a desmoronar, era só questão de tempo (algo que talvez tenha feito com que o governo dos EUA fosse negligente no cumprimento de seus acordos com a Coreia do Norte).

No entanto, a cúpula que governa o país, capitaneada por Kim Jong-il traçou uma estratégia para se manter no poder mesmo durante as crises: Estabelecer uma situação de “guerra permanente”.

Em uma “guerra permanente”, pode-se exigir grandes sacrifícios da população, expurgar os “subversivos” e adotar medidas excepcionais, já que o país “está em perigo constante”. Os EUA e a Coreia do Sul, obviamente encabeçam a lista dos inimigos externos que querem derrubar o regime e invadir o país.

Na política externa, adota-se uma postura agressiva com choques constantes e ameaças verbais. Em certos casos, isso conduziu a trocas de tiros com soldados do sul e outros incidentes perigosos que precisam ser minuciosamente calculados para que não produzam uma verdadeira reação em larga escala.

O programa nuclear e a estratégia da “guerra permanente”

Inicialmente, se acreditava que o programa nuclear da Coreia do Norte obedecia apenas a estratágia de chantagens internacionais, pois de tempos em tempos, Pyongyang aceitava negociar o mesmo em troca de ajuda internacional, retomando o mesmo um tempo depois. Todavia, isso mudou.

Sob Kim Jong-un, o programa nuclear da Coreia do Norte foi acelerado porque entende-se como uma “apólice de seguro” contra a intervenção dos EUA e outras potências estrangeiras no país e a queda do regime. O que aconteceu à Líbia, que desmantelou seu programa nuclear, parece ter repercutido muito na cúpula do regime. Deste ponto de vista, o programa nuclear não é negociável.

O mesmo será largamente usado no terreno da propaganda e das declarações que soam como pouco sãs por parte do governo, mas obedecem a um cronograma bem definido: Passar a imagem de que o governo “não tem nada a perder, tem armas nucleares e irá usá-las”.

Isso serve principalmente para incutir medo e convencer a população comum (e Trump, que parece acreditar) de que Kim Jong-un é “um louco com armas nucleares e irá usá-las”. Obviamente, os serviços de inteligência ocidentais e asiáticos sabem da estratégia.

Kim sabe que seu “botão nuclear” não só é menor que o americano, mas também murcho e pouco preciso, ou que tampouco pode usá-lo, caso não queira que seu regime seja varrido da face da Terra. Todavia, a maioria das pessoas não sabe disso.

Mas é claro que isso não o impediria de fazer “chover” armas químicas sobre Seul, afinal, como expliquei em outro post, o armamento químico é parte integrante da estratégia da Coreia do Norte para uma guerra na península.

As razões e consequências

Um fato que salta aos olhos é que a Coreia do Norte é insignificante e faz com que uma guerra na península seja muito destrutiva para que algum país queira atrever-se a um ataque, até mesmo os EUA.

Mas nesta sequência, o regime consegue manter-se em pé e ainda passar a imagem de que “desafia uma potência opressora”.

Deste modo, pode-se dizer que a estratégia norte-coreana tem sido bem sucedida e que Kim Jong-un não é louco, embora ele prefira que você pense que o é.

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